• Roberto Francisco Mennuti

Quanto vale a prevenção e o combate a incêndios?

Mais de 50% das pessoas não são alertadas quando os incêndios iniciam. Os dados são das autoridades competentes do Brasil e revelam ainda que muitas pessoas não dão a devida atenção quando são iniciados os sinistros dentro dos ambientes, a exemplo dos trágicos acidentes expostos regularmente nos meios de comunicação.



O propósito global da segurança contra incêndio nas edificações é a redução do risco de danos às propriedades, uma vez que o objetivo principal é a segurança das pessoas. No Brasil, a preocupação com a segurança tem evoluído bastante, é bem verdade, mas a busca por melhorias contínuas das legislações para qualidade da segurança e áreas de riscos envolve uma crescente participação de profissionais que atuam nesta área e dos órgãos públicos responsáveis por esta gestão de segurança.


Ainda assim, é necessário que existam projetos baseados em análise de riscos e instalações de equipamentos de qualidade, abrangendo todas as áreas em perigo/risco. Sistemas automáticos e manuais de detecção de incêndio, em conjunto com alarmes, sinalizadores, iluminação de abandono e intervenção, além dos sistemas de controle predial como pressurização de escadas, são fundamentais dentro dos ambientes e prestam um serviço essencial de segurança para a vida humana e para o patrimônio imobiliário. Um conjunto de equipamentos técnicos que busquem alertar, o mais rápido possível, sobre a existência de um principio de incêndio, para que, na maioria dos casos, o extintor manual seja suficiente para controlar a situação, faz toda a diferença.


Os projetos executivos baseados na análise crítica de sustentabilidade, utilizando tecnologia capaz de reduzir, de forma expressiva, gastos de materiais e de manutenção. O sistema deve ser automatizado, observando se o prédio está operando em sistema normal ou em modo de emergência, utilizando as mesmas luminárias (com tecnologia a LED) nas duas situações.


No entanto, para garantir que este serviço seja funcional, é necessário abranger todas as áreas de riscos, de acordo com as normas de segurança de combate a incêndio estabelecidas na NR-23 (Proteção Contra Incêndio) e as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndio (NBR 17240), Sinalização de Segurança (NBR 13434-1,2 e 3). Sistema de Iluminação de Emergência (NBR 10898), Extintores de incêndio (NBR 12693), Hidrantes (NBR 13714) e Saídas de Emergência (NBR 9077). Mas, infelizmente, na maioria das vezes, esses projetos não alcançam o nível de segurança desejado para assegurar vidas e muitos estão inoperantes. Além disso, algumas edificações demonstram a preocupação em conseguir apenas a liberação do Corpo de Bombeiros, deixando de lado os princípios éticos e profissionais de um engenheiro responsável. A partir daí, diversas falhas são observadas, desde a fiação utilizada até as centrais “inventadas”, fabricadas sem quaisquer padrões de normatização. O que se observa, na prática, são empresas que literalmente, “brincam com fogo”, atuando no mercado sem realmente estarem preparadas.


Porém, o importante nem sempre é buscar culpados após a ocorrência no incidente, mas sim soluções e atitudes preventivas. Infelizmente, ainda não existe uma cultura de segurança contra incêndios para nós brasileiros. Precisamos criá-la o quanto antes, para não testemunharmos mais fatos como o da boate Kiss, ocorrido no Rio Grande do Sul em 2013.


É fato que cabe a nós reforçarmos a necessidade de se construir uma sociedade muito mais consciente nas questões prevencionistas, uma vez que a maior garantia de proteção está na nossa boa vontade em projetar e executar corretamente um sistema seguro, que busca, em primeiro lugar, salvar vidas.

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