• Roberto Francisco Mennuti

Ágeis e essenciais

Equipamentos se tornam cada vez mais rápidos e precisos na hora de identificar sinais de fogo.


Os sistemas de alarme e detecção de incêndio fazem parte das principais tecnologias de combate ao fogo.



Esses sistemas são de grande importância, pois foram desenvolvidos para a segurança das vidas humanas. Os detectores de fumaça asseguram a rapidez da retirada das pessoas em áreas de risco. Sabe-se que até 80% das pessoas morrem devido a inalação da fumaça em incêndios, bem antes da temperatura das chamas as afetarem. Os sistemas de detecção e alarme têm como função a identificação de incêndio no menor tempo possível com maior confiabilidade, de modo que possibilite a emissão de um alerta para os ocupantes da área protegida.


O sistema de detecção efetua, na falta da presença humana em um determinado local, a avaliação das condições do ambiente quando há sinais de algum foco de incêndio. O equipamento inicia um processo de alerta e ibera o agente extintor quando estes são fixos.


O equipamento de detecção também monitora as condições dos sistemas de combate, identificando falhas, tais como a existência de curtos-circuitos na rede, remoção de dispositivos e interrupção de circuitos elétricos associados aos itens de segurança. Dependendo de como foi projetado, alguns sistemas podem supervisionar até mesmo a carga dos reservatórios onde estão armazenados os agentes extintores, pressão de rede de água, entre outras coisas.


Se estivermos em um local e percebermos o odor característico de algo queimando, vamos verificar a área onde o incêndio está se iniciando, daremos o alarme para as demais pessoais e, eventualmente, acionaremos um extintor de incêndio, ou seja, esses sistemas têm a função de informar um eventual sinistro ainda na fase inicial.


Ademir Santos, supervisor da Honeywell Security & Fire, reforça que a principal função desses sistemas é avisar aos ocupantes do ambiente que há um incêndio em fase inicial e promover a remoção de forma segura. “Desta maneira, podemos salvar vidas e diminuir a extensão de danos materiais. O sistema antecipa-se e evita que outros sistemas de combate e até mesmo os bombeiros tenham que ser acionados”, afirma. O sistema de detecção e alarme é fundamental, pois alerta o início de incêndio em determinado ambiente da edificação, de modo que, os usuários e responsáveis pela empresa se tornem cientes e em função desse alarme adotem um plano de emergência.


Santos explica que esses sistemas são compostos por dispositivos de entrada. Eles enviam sinais para um painel central encarregado de acionar saídas conforme uma lógica. Os sensores automáticos (de fumaça, temperatura, chama, ou combinados) e os acionadores manuais (antigamente conhecidos como “quebre o vidro”) são os principais tipos de entradas ou disparo, porém, é necessário que um especialista faça uma avaliação do risco para que não surja futuros erros no dimensionamento da tecnologia de proteção a ser utilizada. Como forma de alertar as pessoas para saírem dos ambientes com suposto risco, há vários métodos de aviso, tais como: sinalizadores sonoros ou visuais, mensagens de áudio para evacuação e comando de outros sistemas (para recolher elevadores a um piso seguro, por exemplo). Já os painéis centrais contam com visores para informar seu estado e podem ser estruturados de diferentes maneiras. A característica principal desses painéis é supervisionar e ter imunidade a falhas.



O uso do sistema de detecção é relevante para locais onde não é possível um monitoramento diário. O sistema automático de detecção de incêndios assegura um monitoramento ininterrupto e confiável das condições de um local, representando a forma mais rápida para iniciar um combate efetivo.


O sistema de combate a incêndio tem a função de identificar o princípio de sinistro ainda na fase inicial, permitindo que os ocupantes dos locais consigam sair em segurança e que a brigada de incêndio consiga controlar o fogo com maior rapidez.


Os detectores são selecionados em função do risco que o ambiente fornece, além disso, buscam identificar os sinais característicos de incêndios. Cada um destes tipos possui diversas tecnologias que podem ser adotadas. Tão importante quanto ter o sistema é fazer as manutenções preventivas e corretivas, conforme determinação dos fabricantes e dos órgãos regulamentadores. Quando o incêndio ocorre, é imprescindível que sua atuação seja rápida e eficaz. Infelizmente, não são raros os casos nos quais os sistemas deixam de atuar pela simples falta de inspeção e manutenção. Um sistema que não é inspecionado apresenta falhas, tendo sua credibilidade perdida. Fisicamente, o sistema está instalado, mas efetivamente não funciona da mesma maneira que foi projetado.


O sistema pode e deve ser utilizado por qualquer tipo de instalação, seja empresas de alto risco, do ramo químico, petroquímico, farmacêutico, alimentício e cosmético, bem como risco leve, como shopping, teatro, cinema, prédios comerciais, áreas administrativas e museus. Todas as áreas estão sujeitas a sinistros. A implantação de sistemas, conforme as normas e especificações determinadas pela NBR 17240 e NFPA 72, mitigam os danos e riscos pelo incêndio.


Além das edificações em que seu uso é exigido por lei, os sistemas de detecção são muito utilizados por empresas que têm interesse em evitar danos causados por incêndios ou interromper atividades críticas, como em centros de processamento de dados.


O sistema tem por composição básica o painel de controle e alarme, os detectores de fumaça e temperatura, os acionadores manuais, também conhecidos por botoeiras de alarme, e os sinalizadores audiovisuais (sirenes e strobos).


A quantidade de componentes instalados varia de acordo com as áreas a serem protegidas. Caso algum dos detectores sinta a presença da fumaça ou temperatura acima do normal, entrará em ação e enviará um sinal para o painel de controle. Após o painel receber esse sinal, aciona a sinalização audiovisual que alerta os ocupantes do local para que abandonem a edificação. As tecnologias para identificação do incêndio estão sendo aprimoradas para evitar alarmes falsos por partículas que não são provenientes de um processo de combustão, e também para que o tempo de resposta de cada detector seja mais rápido.


"Os dispositivos de detecção e os instrumentos de aviso são instalados em locais estratégicos da edificação e normalmente definidos por normais técnicas. Os detectores automáticos operam por princípios eletrônicos ou físicos. Há detectores de fumaça que são ativados pela dispersão de luz provocada pelas partículas de fumaça. Quando há um princípio de incêndio, estas pequenas alterações no ambiente sensibilizam os sensores". Explica Ademir Santos. Por meio de sinais elétricos essas informações chegam a uma central, que avisará o operador do local o tipo de evento que ocorreu. Dependendo das característica do ambiente, processos automáticos são disparados e, eventualmente, as sirenes ou mensagens de evacuação são acionadas. A central de operação permite que o usuário gerencie esses processos podendo comandar a evacuação imediata do edifício ou interrompê-la. Qualquer área pode e deve utilizar esses sistemas. O que varia de uma empresa para outra são os tipos de sensores que de acordo com os ambientes, são distribuídos pelas áreas a serem protegidas. Deve-se levar em conta os tipos de risco e cargas de incêndio nestas edificações. Atualmente, muitos sistemas são projetados, provados e instalados de forma equivocada, inclusive com o AVCB emitido pelo Corpo de Bombeiros.


Um erro comum é o posicionamento incorreto do detector no teto, pois a física da movimentação da fumaça do incêndio demanda sua ascensão. Desta forma, é esperado que detectores posicionados muito abaixo do teto aumentem o tempo-resposta do sistema. Aliás, tempo-resposta é o outro conceito que alguns profissionais não entendem. Quanto menor o tempo-resposta dos serviços de emergência, maior o espaçamento entre os detectores. E quanto maior for este tempo-resposta, menor deverá ser este espaçamento entre os detectores. Assim funciona nos países do primeiro mundo.

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